
dia normal - leia-se corrido - em são paulo. Ela corre para conseguir pegar o elevador. cansada, mochila pesada, cheia de sacolas, nem pensar em ir de escada. O elevador subiu. Sem problemas. Dois alunos a questionam rapidamente:
- vc vai dar monitoria pra gente de novo no próximo semestre?
- talvez, quem sabe? mas isso não depende de mim - respondeu, cansada.
A porta abre e eles se vão. O velho elevador não funciona muito bem - outras pessoas queriam entrar no andar, mas a porta rispidamente se fechou na cara deles. Sobram ele e ela. E surge uma interessante conversa de elevador.
Ele sugere um filme, ela se mostra interessada. Uma breve conversa de elevador. Pode durar somente o tempo de uma viagem. Mas a conversa se estendeu ao pátio. Não, ele não era daquele lugar - nem podia ser. Um momento epifânico. Ele a compreendeu. Mas a correria não deixa as pessoas se conhecerem e continuarem conhecendo de modo adequado. Ele se despediu. Ela tinha outros compromissos, talvez não tão interessantes quanto àquela conversa, mas tinha que ir.
Só o destino dirá quando eles se encontrarão novamente.
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